Pesquisadora mapeia áreas de incidência da leishmaniose em Campo Grande

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Contando com apoio do Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), a pesquisa usou dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao todo, 79 bairros foram analisados.

Os com piores resultados foram Jardim América, Lageado, Cabreúva, Vila Carvalho, Tijuca, Estrela Dalva, Vila margarida e Veraneio. Nestes locais, a incidência variou de 6,1 casos a cada 10 mil pessoas até 11 casos a cada 10 mil habitantes.

Já os bairros que não apresentaram casos foram Jardim Paulista, São Lourenço, Bela Vista, Vila Glória, Itanhangá, Jardim dos Estados, São Bento, Núcleo Industrial, Carandá Bosque e Chácara dos Poderes.

Quatro mortes - A captação e estudo dos dados são importantes para auxiliar no planejamento de ações de controle dasaúde pública. Segundo a SES, apenas neste ano, quatro pessoas morreram em decorrência de leishmaniose em Campo Grande, sendo registrados 60 notificações da doença em humanos.

Desde 2002, Campo Grande é considerada como área endêmica da doença em humanos e cães. De acordo com a pesquisadora, a análise da incidência da doença mesclou métodos descritivos com o geoprocessamento, demonstrando resultados satisfatórios e viáveis para o poder público.

"Considerando a realidade da leishmaniose visceral em Campo Grande, o impacto da diminuição da morbidade, ainda que gradual, significará que ainda que seja difícil a erradicação de vetores, é possível o controle da doença em humanos e animais configurando a longo prazo a diminuição da ocorrência da doença", frisa Juliana.

A pesquisadora também enfatiza que são necessárias medidas associadas para o efetivo controle e prevenção da doença, já que o controle do mosquito vetor é baseado em saneamento ambiental, com a limpeza de quintais e terrenos, remoção de matéria orgânica em decomposição e adequada destinação de lixo e outros resíduos.