Despenca o número de casos de eutanásia por leishmaniose

cnet.com.br

O número de eutanásias em animais por conta da leishmaniose em Bauru está em queda constante. De 2014 para 2015, 506 mortes a menos foram registradas no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o que representa redução de 33%. Na comparação dos cinco primeiros meses de 2014 e 2016, a queda avaliada é ainda maior. 

De 757 casos de janeiro a maio de 2014, o número de procedimentos para eliminação de animais com a doença caiu para 290 casos no mesmo período deste ano. A Divisão de Vigilância Ambiental (DVA), responsável pelo CCZ, atribui a diminuição às ações de combate aos mosquitos transmissores das arboviroses e leishmaniose no município. 

E o município afirma que há tendência efetiva de queda das eutanásias, assim como do número de registros de leishmaniose em humanos.

Em 2013, foram 29 casos em humanos, sendo uma morte. Em 2014, dos 18 casos registrados, dois evoluíram para óbito. No ano passado, caiu para 17 casos, sem mortes. E, em 2016, houve três registros até o dia 18 de maio, data da última divulgação do Instituto Adolfo Lutz.

Mais rígido?

Em Bauru, o combate aos transmissores da doença é feito pela DVA. O órgão afirma que não houve redução das chamadas buscativas e também diz que os protocolos de atendimento no CCZ não foram alterados, mas admite que tem adotado alguns critérios mais rígidos antes de decidir por tirar a vida do animal. 

“Atualmente, somente são eutanasiados animais com exame laboratorial positivo para LVC (Leishmaniose Visceral Canina) e o atendimento ficou mais seletivo, fazendo com que diminua o percentual de animais eutanasiados por serem portadores de outras patologias”, diz a DVA, em nota.

A prática, ainda segundo a divisão, tem sido tomada embora haja protocolo do Ministério da Saúde preconizando a eutanásia mediante diagnóstico clínico. “Infelizmente, boa parte dos animais portadores de LVC foram abandonados ou não foram encaminhados pelos ‘responsáveis’ a uma clínica veterinária para o devido tratamento, e acabaram morrendo”, complementa a nota.

A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, informa que a eutanásia de cães faz parte da forma de combate da leishmaniose porque “ainda não há tratamento e vacina reconhecidamente eficazes”.

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