SAÚDE Epidemia de leishmaniose se espalha na Síria

Como se não bastasse os anos de guerra, terrorismo e opressão, a Síria também enfrenta uma epidemia de uma doença causada por um parasita. A leishmaniose foi relatada repetidamente no último ano.

A leishmaniose tem sido endêmica na Síria por séculos. Apesar de existir outras formas da doença, a que ocorre na Síria é a cutânea (que afeta a pele). A doença é causada pelo parasita leishmania, que é transmitido pelo mosquito flebotomíneoa. Se você for mordido pelo mosquito (que suga apenas o sangue de gente viva), os parasitas podem entrar no seu sangue e invadir as células imunes, que defendem seu organismo, causando feridas perto da mordida.

Com a ascensão do Estado Islâmico, o sistema de saúde do país entrou em colapso, então a doença se propagou mais facilmente. Atualmente, cerca de 1,3 milhão de pessoas são infectadas por ano nos trópicos e nos subtrópicos, e o mais comum é a forma cutânea. Como a doença é tipicamente encontrada em nações pobres, ela recebe pouca atenção em termos de desenvolvimento de novos remédios e vacinas. No entanto, há tratamentos.

Para piorar, alguns dos refugiados podem levar o parasita para outros países. Isto pode ser usado no discurso daqueles que se opõem à entrada dos refugiados. Mas são os mosquitos e não as pessoas que transmitem a doença. Além disso, os mosquitos só são encontradas em lugares de clima quente, pois não sobrevivem ao frio.


A doença é causada pelo parasita leishmania, que é transmitido pelo mosquito flebotomíneoa (Foto: Wikimedia)

<